E não é que os brados deste humilde cantinho têm alguma repercussão?
Veja matéria recebida diretamente da assessoria de comunicação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro:
A Supervia, concessionária que administra o transporte ferroviário no estado do Rio de Janeiro, foi condenada pela Justiça estadual a pagar uma multa de R$ 100 mil, por conta dos constantes atrasos nos horários de saída dos trens. A Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, presidida pela deputada Cidinha Campos (PDT), foi a responsável pela impetração da ação civil coletiva, em junho de 2011.
Na ação, a comissão pediu à Justiça que obrigasse a SuperVia a prestar seus serviços nos moldes oferecidos nos dias 22 e 23 de maio do ano passado. Nesses dois dias, a empresa criou um serviço diferenciado para espectadores que se deslocavam até o Estádio João Havelange, no Engenho de Dentro, a fim de ver o show do cantor Paul McCartney. Em setembro, a 4ª Vara de Fazenda Pública concedeu uma liminar determinando a multa de R$ 20 mil para cada seis atrasos por dia. Houve recurso da empresa, negado pela 20ª Câmara Cível. Ontem, o valor da dívida total foi estabelecido. A Supervia prometeu recorrer da decisão.
Espaço para discutir ética, política e vida! O Conspiração Democrática continua antenado para discutir o Brasil e o mundo. Aqui são permitidas postagens para que outras pessoas possam emitir suas opiniões. Definitivamente, todo e qualquer espaço que surja como alternativa ao que se publica hoje na mídia brasileira é válido. Entre, a casa é sua. E o espaço é nosso. Comente, concorde, discorde, dê uma outra opinião. Afinal, democracia se constrói no dia-a-dia.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
E ainda restam lembranças...
O "Conspiração Democrática" tem sido tratado com certo desleixo por este humilde escriba...
Também, escrever para quê? Para quem? E por que?
Mas aí eu recebo dois e-mails diferenciados.
O primeiro de um amigo que compartilha comigo sua sensibilidade, relembrando o discurso de uma menina durante o Encontro sobre Meio Ambiente realizado no Rio de Janeiro. Foram seis minutos de uma lucidez cortante, crítica e desesperançada, infelizmente para um auditório esvaziado. Mas valeu, porque encheu meu coração de um alento que às vezes penso que se perdeu...
O segundo da filha de um amigo que não vejo há tempos e que me remeteu ao seu blog, bem construído sobre viagens e encontros, lembrando-me (quanta contradição) de todos os meus desencontros, principalmente de amigos que se perderam no espaço-tempo de uma trajetória em que as únicas medalhas que obtive estão ocultas nos meus ralos cabelos brancos.
Os dois me fizeram sorrir, porque há muito tempo não me levo tão a sério a ponto de acreditar nas minhas dores, mas continuo a preservar, em segredo, sonhos não realizados renovados por novos sonhos que vão se modificar em breve para que meu coração resista e se abra a novos sonhos que (quem sabe?) eu possa viver?
Também, escrever para quê? Para quem? E por que?
Mas aí eu recebo dois e-mails diferenciados.
O primeiro de um amigo que compartilha comigo sua sensibilidade, relembrando o discurso de uma menina durante o Encontro sobre Meio Ambiente realizado no Rio de Janeiro. Foram seis minutos de uma lucidez cortante, crítica e desesperançada, infelizmente para um auditório esvaziado. Mas valeu, porque encheu meu coração de um alento que às vezes penso que se perdeu...
O segundo da filha de um amigo que não vejo há tempos e que me remeteu ao seu blog, bem construído sobre viagens e encontros, lembrando-me (quanta contradição) de todos os meus desencontros, principalmente de amigos que se perderam no espaço-tempo de uma trajetória em que as únicas medalhas que obtive estão ocultas nos meus ralos cabelos brancos.
Os dois me fizeram sorrir, porque há muito tempo não me levo tão a sério a ponto de acreditar nas minhas dores, mas continuo a preservar, em segredo, sonhos não realizados renovados por novos sonhos que vão se modificar em breve para que meu coração resista e se abra a novos sonhos que (quem sabe?) eu possa viver?
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O Rio não é só UPP

Sob a égide do combate ao tráfico de drogas e a criação das UPP's, o governador Sérgio Cabral renovou por 25 anos a concessão para exploração do transporte ferroviário com uma empresa que vinha submetendo a população do Rio de Janeiro a uma série de transtornos.
Pouco depois, outra empresa assumiu a concessão sem qualquer discussão com a sociedade e sem nenhuma manifestação crítica da imprensa, dos sindicatos, das organizações sociais como um todo e, principalmente, do próprio Sindicato dos Ferroviários.
O que aconteceu nesta sexta-feira (16 de dezembro de 2011) foi simplesmente a consumação de uma tragédia anunciada.
Os atrasos, paradas sem explicações, trens que andam sozinhos pelas vias, o calor insuportável das composições e demais desmandos da SuperVia passam batido sem críticas dessa hoje desmoralizada mídia, que vive hoje somente de escândalos e fofocas.
Mas o pior é que partidos que se dizem de esquerda como PT, PDT, PCdoB (tem mais algum?) não se unam e formem uma frente pela moralização dos transportes no Rio de Janeiro.
As barcas deixam seus usuários em constante estado de expectativa negativa, apesar dos esforços isolados do deputado Gilberto Palmares, que presidiu uma CPI, emitiu relatórios e exigiu providências, sob o silêncio do governador das UPP's.
Os "corredores" criados pelo prefeito Eduardo Paes não resolveram o problema dos constantes, irritantes e desrespeitosos congestionamentos, que transformam percursos que deveriam durar alguns minutos em desgastantes viagens sem hora certa de chegada.
A superVia é isso aí que aconteceu nesta sexta-feira em Oswaldo Cruz. Seres humanos presos por cerca de 40 minutos num verdadeiro microondas, sem nenhuma satisfação da empresa.
E aí vem o pior: quando cidadãos de bem, que são tratados diariamente pela Supervia como prisioneiros de campos de concentração, protestam, surge a já infelizmente conhecida incapacidade e brutalidade da PM para tratar cidadãos como criminosos.
Espero, sinceramente, que os partidos de esquerda se pronunciem.
A população do Rio de Janeiro não é formada somente pelos moradores das "comunidades carentes" hoje tomadas pelas UPP's.
A grande maioria é formada por homens e mulheres de bem que pagam seus impostos, e pelo fornecimento de água e energia e que merecem respeito e um tratamento digno no seu dia a dia.
Mas não têm direito a um transporte digno e não podem protestar.
Chega!
E eu não vou falar aqui do estado lamentável a que estão relegados nossos setores de Saúde e Educação.
A realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas não vão resolver todos os problemas do Rio.
Isso é falácia e, politicamente, molecagem, descaso e irresponsabilidade.
O Rio não é só UPP.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A coragem de Lula e o choro de Dilma
Duas notícias se destacaram hoje (17 de novembro) na mídia brasileira.
A primeira realçada por uma foto em que Lula aparece de cabeça e barba raspadas, se preparando para a segunda fase do tratamento contra o câncer.
A segunda mostra o choro da presidente Dilma ao receber grupo de parlamentares no Palácio do Planalto e assinar lei que facilita o acesso de pessoas especiais a uma série de serviços e benefícios.
Aos poucos, o Brasil vai mudando e até a imprensa aprende a se humanizar diante de provas de sensibilidade e coragem.
A primeira realçada por uma foto em que Lula aparece de cabeça e barba raspadas, se preparando para a segunda fase do tratamento contra o câncer.
A segunda mostra o choro da presidente Dilma ao receber grupo de parlamentares no Palácio do Planalto e assinar lei que facilita o acesso de pessoas especiais a uma série de serviços e benefícios.
Aos poucos, o Brasil vai mudando e até a imprensa aprende a se humanizar diante de provas de sensibilidade e coragem.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
À beira do caos...
O Rio de Janeiro vende uma imagem para o exterior que não é vivenciada pelos habitantes da cidade. As propaladas UPPs exigem a contratação de mais policiais, enquanto aumenta a incidência de assaltos nas ruas e o número de assassinatos não esclarecidos.
Enquanto isso, os hotéis da cidade têm alcançado índice recorde de ocupação ao mesmo tempo que as obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 claudicam.
Contraditoriamente, os governos disponibilizaram cerca de R$ 1 bilhão para a reforma do Maracanã, enquanto o atendimento no setor de saúde se deteriora a cada dia.
Também não existe um projeto claro para a Educação e os profissionais da área continuam mal remunerados. O resultado imediato é que todo ano os alunos da rede pública ficam meses sem aulas. O resultado ao longo dos anos?
A falta de investimento em Educação já tem seus reflexos. Num país com quase 200 milhões de habitantes, o jornal mais vendido no País não atinge 400 mil exemplares/dia... E pensar que por volta de 1950 a revista "O Cruzeiro" tinha uma tiragem de 500 mil exemplares.
A situação é caótica e os partidos políticos não têm projetos que estimulem e tranquilizem uma população cada vez mais descrente na política e que procura cada um sua própria solução.
Existe melhor descrição para o caos?
Enquanto isso, os hotéis da cidade têm alcançado índice recorde de ocupação ao mesmo tempo que as obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 claudicam.
Contraditoriamente, os governos disponibilizaram cerca de R$ 1 bilhão para a reforma do Maracanã, enquanto o atendimento no setor de saúde se deteriora a cada dia.
Também não existe um projeto claro para a Educação e os profissionais da área continuam mal remunerados. O resultado imediato é que todo ano os alunos da rede pública ficam meses sem aulas. O resultado ao longo dos anos?
A falta de investimento em Educação já tem seus reflexos. Num país com quase 200 milhões de habitantes, o jornal mais vendido no País não atinge 400 mil exemplares/dia... E pensar que por volta de 1950 a revista "O Cruzeiro" tinha uma tiragem de 500 mil exemplares.
A situação é caótica e os partidos políticos não têm projetos que estimulem e tranquilizem uma população cada vez mais descrente na política e que procura cada um sua própria solução.
Existe melhor descrição para o caos?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
A voz de Lula
Ele não é cantor, nem locutor e muito menos ator, mas a voz de Lula ou as eventuais sequelas que podem afetar sua voz após a quimioterapia a que está sendo submetido para tratar o câncer na laringe, são a principal preocupação de aliados e adversários.
domingo, 10 de julho de 2011
Palavra proibida...
Se tem palavra que os neoliberais temem essa é estatização.
Durante toda a série de "bueiros" (ou câmeras subterrâneas) ninguém levantou a questão da evidente deterioração da qualidade de atendimento à população após a privatização.
Energia é setor estratégico e tem de ser controlado pelo Governo, mas em todo este imbroglio a Anatel não deu as caras nem se pronunciou.
A carioca Light está hoje sob controle da estatal mineira Cemig que, por sua vez, é dominada pelos tucanos.
Depois de uma série de explosões, a CEG (privatizada e sob direção de espanhóis) também entrou na roda. Foi detectada forte presença de gás nas câmeras subterrâneas, mas até agora não se tem um laudo conclusivo.
De certo, o temor da população e o risco a que estão expostos os trabalhadores.
O Estado? Ah! Num país em que a mídia impõe o neoliberalismo e boicota qualquer opinião contrária, cada um leva o seu e o povo que se dane... Se é que me entendem...
Durante toda a série de "bueiros" (ou câmeras subterrâneas) ninguém levantou a questão da evidente deterioração da qualidade de atendimento à população após a privatização.
Energia é setor estratégico e tem de ser controlado pelo Governo, mas em todo este imbroglio a Anatel não deu as caras nem se pronunciou.
A carioca Light está hoje sob controle da estatal mineira Cemig que, por sua vez, é dominada pelos tucanos.
Depois de uma série de explosões, a CEG (privatizada e sob direção de espanhóis) também entrou na roda. Foi detectada forte presença de gás nas câmeras subterrâneas, mas até agora não se tem um laudo conclusivo.
De certo, o temor da população e o risco a que estão expostos os trabalhadores.
O Estado? Ah! Num país em que a mídia impõe o neoliberalismo e boicota qualquer opinião contrária, cada um leva o seu e o povo que se dane... Se é que me entendem...
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O guardião do espaço...
No meu local de trabalho num dos raros momentos de calmaria. O clik é do companheiro Claudionor Santana
Quem sou eu
- Conspiração Democrática
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).