O "Conspiração Democrática" tem sido tratado com certo desleixo por este humilde escriba...
Também, escrever para quê? Para quem? E por que?
Mas aí eu recebo dois e-mails diferenciados.
O primeiro de um amigo que compartilha comigo sua sensibilidade, relembrando o discurso de uma menina durante o Encontro sobre Meio Ambiente realizado no Rio de Janeiro. Foram seis minutos de uma lucidez cortante, crítica e desesperançada, infelizmente para um auditório esvaziado. Mas valeu, porque encheu meu coração de um alento que às vezes penso que se perdeu...
O segundo da filha de um amigo que não vejo há tempos e que me remeteu ao seu blog, bem construído sobre viagens e encontros, lembrando-me (quanta contradição) de todos os meus desencontros, principalmente de amigos que se perderam no espaço-tempo de uma trajetória em que as únicas medalhas que obtive estão ocultas nos meus ralos cabelos brancos.
Os dois me fizeram sorrir, porque há muito tempo não me levo tão a sério a ponto de acreditar nas minhas dores, mas continuo a preservar, em segredo, sonhos não realizados renovados por novos sonhos que vão se modificar em breve para que meu coração resista e se abra a novos sonhos que (quem sabe?) eu possa viver?
Espaço para discutir ética, política e vida! O Conspiração Democrática continua antenado para discutir o Brasil e o mundo. Aqui são permitidas postagens para que outras pessoas possam emitir suas opiniões. Definitivamente, todo e qualquer espaço que surja como alternativa ao que se publica hoje na mídia brasileira é válido. Entre, a casa é sua. E o espaço é nosso. Comente, concorde, discorde, dê uma outra opinião. Afinal, democracia se constrói no dia-a-dia.
Bem-vindo
Você está em "Conspiração Democrática", o único blog que não censura as postagens de seus seguidores na Internet.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O Rio não é só UPP

Sob a égide do combate ao tráfico de drogas e a criação das UPP's, o governador Sérgio Cabral renovou por 25 anos a concessão para exploração do transporte ferroviário com uma empresa que vinha submetendo a população do Rio de Janeiro a uma série de transtornos.
Pouco depois, outra empresa assumiu a concessão sem qualquer discussão com a sociedade e sem nenhuma manifestação crítica da imprensa, dos sindicatos, das organizações sociais como um todo e, principalmente, do próprio Sindicato dos Ferroviários.
O que aconteceu nesta sexta-feira (16 de dezembro de 2011) foi simplesmente a consumação de uma tragédia anunciada.
Os atrasos, paradas sem explicações, trens que andam sozinhos pelas vias, o calor insuportável das composições e demais desmandos da SuperVia passam batido sem críticas dessa hoje desmoralizada mídia, que vive hoje somente de escândalos e fofocas.
Mas o pior é que partidos que se dizem de esquerda como PT, PDT, PCdoB (tem mais algum?) não se unam e formem uma frente pela moralização dos transportes no Rio de Janeiro.
As barcas deixam seus usuários em constante estado de expectativa negativa, apesar dos esforços isolados do deputado Gilberto Palmares, que presidiu uma CPI, emitiu relatórios e exigiu providências, sob o silêncio do governador das UPP's.
Os "corredores" criados pelo prefeito Eduardo Paes não resolveram o problema dos constantes, irritantes e desrespeitosos congestionamentos, que transformam percursos que deveriam durar alguns minutos em desgastantes viagens sem hora certa de chegada.
A superVia é isso aí que aconteceu nesta sexta-feira em Oswaldo Cruz. Seres humanos presos por cerca de 40 minutos num verdadeiro microondas, sem nenhuma satisfação da empresa.
E aí vem o pior: quando cidadãos de bem, que são tratados diariamente pela Supervia como prisioneiros de campos de concentração, protestam, surge a já infelizmente conhecida incapacidade e brutalidade da PM para tratar cidadãos como criminosos.
Espero, sinceramente, que os partidos de esquerda se pronunciem.
A população do Rio de Janeiro não é formada somente pelos moradores das "comunidades carentes" hoje tomadas pelas UPP's.
A grande maioria é formada por homens e mulheres de bem que pagam seus impostos, e pelo fornecimento de água e energia e que merecem respeito e um tratamento digno no seu dia a dia.
Mas não têm direito a um transporte digno e não podem protestar.
Chega!
E eu não vou falar aqui do estado lamentável a que estão relegados nossos setores de Saúde e Educação.
A realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas não vão resolver todos os problemas do Rio.
Isso é falácia e, politicamente, molecagem, descaso e irresponsabilidade.
O Rio não é só UPP.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A coragem de Lula e o choro de Dilma
Duas notícias se destacaram hoje (17 de novembro) na mídia brasileira.
A primeira realçada por uma foto em que Lula aparece de cabeça e barba raspadas, se preparando para a segunda fase do tratamento contra o câncer.
A segunda mostra o choro da presidente Dilma ao receber grupo de parlamentares no Palácio do Planalto e assinar lei que facilita o acesso de pessoas especiais a uma série de serviços e benefícios.
Aos poucos, o Brasil vai mudando e até a imprensa aprende a se humanizar diante de provas de sensibilidade e coragem.
A primeira realçada por uma foto em que Lula aparece de cabeça e barba raspadas, se preparando para a segunda fase do tratamento contra o câncer.
A segunda mostra o choro da presidente Dilma ao receber grupo de parlamentares no Palácio do Planalto e assinar lei que facilita o acesso de pessoas especiais a uma série de serviços e benefícios.
Aos poucos, o Brasil vai mudando e até a imprensa aprende a se humanizar diante de provas de sensibilidade e coragem.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
À beira do caos...
O Rio de Janeiro vende uma imagem para o exterior que não é vivenciada pelos habitantes da cidade. As propaladas UPPs exigem a contratação de mais policiais, enquanto aumenta a incidência de assaltos nas ruas e o número de assassinatos não esclarecidos.
Enquanto isso, os hotéis da cidade têm alcançado índice recorde de ocupação ao mesmo tempo que as obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 claudicam.
Contraditoriamente, os governos disponibilizaram cerca de R$ 1 bilhão para a reforma do Maracanã, enquanto o atendimento no setor de saúde se deteriora a cada dia.
Também não existe um projeto claro para a Educação e os profissionais da área continuam mal remunerados. O resultado imediato é que todo ano os alunos da rede pública ficam meses sem aulas. O resultado ao longo dos anos?
A falta de investimento em Educação já tem seus reflexos. Num país com quase 200 milhões de habitantes, o jornal mais vendido no País não atinge 400 mil exemplares/dia... E pensar que por volta de 1950 a revista "O Cruzeiro" tinha uma tiragem de 500 mil exemplares.
A situação é caótica e os partidos políticos não têm projetos que estimulem e tranquilizem uma população cada vez mais descrente na política e que procura cada um sua própria solução.
Existe melhor descrição para o caos?
Enquanto isso, os hotéis da cidade têm alcançado índice recorde de ocupação ao mesmo tempo que as obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 claudicam.
Contraditoriamente, os governos disponibilizaram cerca de R$ 1 bilhão para a reforma do Maracanã, enquanto o atendimento no setor de saúde se deteriora a cada dia.
Também não existe um projeto claro para a Educação e os profissionais da área continuam mal remunerados. O resultado imediato é que todo ano os alunos da rede pública ficam meses sem aulas. O resultado ao longo dos anos?
A falta de investimento em Educação já tem seus reflexos. Num país com quase 200 milhões de habitantes, o jornal mais vendido no País não atinge 400 mil exemplares/dia... E pensar que por volta de 1950 a revista "O Cruzeiro" tinha uma tiragem de 500 mil exemplares.
A situação é caótica e os partidos políticos não têm projetos que estimulem e tranquilizem uma população cada vez mais descrente na política e que procura cada um sua própria solução.
Existe melhor descrição para o caos?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
A voz de Lula
Ele não é cantor, nem locutor e muito menos ator, mas a voz de Lula ou as eventuais sequelas que podem afetar sua voz após a quimioterapia a que está sendo submetido para tratar o câncer na laringe, são a principal preocupação de aliados e adversários.
domingo, 10 de julho de 2011
Palavra proibida...
Se tem palavra que os neoliberais temem essa é estatização.
Durante toda a série de "bueiros" (ou câmeras subterrâneas) ninguém levantou a questão da evidente deterioração da qualidade de atendimento à população após a privatização.
Energia é setor estratégico e tem de ser controlado pelo Governo, mas em todo este imbroglio a Anatel não deu as caras nem se pronunciou.
A carioca Light está hoje sob controle da estatal mineira Cemig que, por sua vez, é dominada pelos tucanos.
Depois de uma série de explosões, a CEG (privatizada e sob direção de espanhóis) também entrou na roda. Foi detectada forte presença de gás nas câmeras subterrâneas, mas até agora não se tem um laudo conclusivo.
De certo, o temor da população e o risco a que estão expostos os trabalhadores.
O Estado? Ah! Num país em que a mídia impõe o neoliberalismo e boicota qualquer opinião contrária, cada um leva o seu e o povo que se dane... Se é que me entendem...
Durante toda a série de "bueiros" (ou câmeras subterrâneas) ninguém levantou a questão da evidente deterioração da qualidade de atendimento à população após a privatização.
Energia é setor estratégico e tem de ser controlado pelo Governo, mas em todo este imbroglio a Anatel não deu as caras nem se pronunciou.
A carioca Light está hoje sob controle da estatal mineira Cemig que, por sua vez, é dominada pelos tucanos.
Depois de uma série de explosões, a CEG (privatizada e sob direção de espanhóis) também entrou na roda. Foi detectada forte presença de gás nas câmeras subterrâneas, mas até agora não se tem um laudo conclusivo.
De certo, o temor da população e o risco a que estão expostos os trabalhadores.
O Estado? Ah! Num país em que a mídia impõe o neoliberalismo e boicota qualquer opinião contrária, cada um leva o seu e o povo que se dane... Se é que me entendem...
sábado, 2 de julho de 2011
Compromisso maior
Eu não tenho nenhum compromisso com a coerência por questões de sobrevivência.
Aliás, sobrevivi a desilusões, traições e violências. Estas, maiores ainda porque encobertas num país em que os racistas não se assumem, mas praticam a discriminação muitas das vezes dissimulada por discursos liberais.
Falo isso porque a morte de Itamar Franco (um presidente por acaso) num País de democracia ainda titubeante porque suas instituições não são democráticas, seus governantes não são democratas e, principalmente, sua Justiça atende aos poderosos e pune os oprimidos.
A pequenez de Itamar se somou à de FHC para criar o Plano Real (de que tanto os neoliberais brasileiros se orgulham).
Para quem não tem memória, vale lembrar que isso custou a divisão dos bens da camada mais pobre do Brasil por 2.750. Isso custou o real para quem é pobre no Brasil.
Mais que isso, FHC urdiu um plano maquiavélico com a classe dominante, congelando os preços em alta e os salários em baixa.
Isto é o Plano Real.
Esta é a grande obra de Itamar, que o medíocre FHC tenta surrupiar.
E é esse engodo que a grande imprensa quer impor ao povo brasileiro.
Meus respeitos à memória de Itamar, um vice que se tornou presidente e se deixou envolver por neoliberais que criaram o real sem pensar no povo, que só no governo Lula readquiriu parte do seu poder de compra.
O povo merece mais.
Merece a glória de carregar nas costas uma elite podre, incompetente e corrupta, que há séculos impede o Brasil de cumprir o seu destino de grande nação.
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O guardião do espaço...
No meu local de trabalho num dos raros momentos de calmaria. O clik é do companheiro Claudionor Santana
Quem sou eu
- Conspiração Democrática
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).