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terça-feira, 14 de julho de 2009

Michael dançava, cantava e... pensava!


Vocês já notaram que a grande imprensa vem tentando, desde a morte de Michael Jackson, explorar os escândalos que envolveram sua imagem, deixando de lado seu legado musical?

Se você ainda tem alguma dúvida sobre a genialidade de Michael, sugiro que você dê uma repassada em suas músicas.

Sugiro, especialmente, que você ouça com atenção "Man in the mirror" (O homem no espelho), que traduzo em parte (a letra é enorme) abaixo:


Homem No Espelho


Eu vou fazer uma mudança de uma vez em minha vida.

Vai ser bom de verdade, vou fazer uma diferença

Vou fazer isso direito...


Enquanto eu dobro a gola do meu casaco de inverno favorito,

Este vento está soprando minha mente.

Eu vejo as crianças nas ruas, sem o suficiente para comer.


Quem sou eu para estar cego,Fingindo não perceber suas necessidades?

Uma indiferença de verão, um pião [feito] de uma garrafa quebrada

E uma alma de homem.


Eles seguem uns aos outros no vento, você sabe,

Porque eles não teem nenhum lugar para ir.

É por isto que eu quero que você saiba


Eu estou começando com o homem no espelho,

Eu estou pedindo a ele para mudar seus modos.

E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:

Se você quer fazer do mundo um lugar melhor,

(Se você quer fazer do mundo um lugar melhor)

Olhe para si mesmo, e então faça uma mudança.

(Olhe para si mesmo, e então faça uma mudança)


Michael era muito mais que canto e dança, ele era sentimento aliado a realizações.

Definitivamente, ele incomodava ao sistema.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

O beijo de Hypolito


Dyego Hipolito é um atleta incansável, compenetrado e competente, que superou a falta de patrocínio e o descaso das autoridades para se tornar um ginasta de ponta, bicampeão mundial de solo e o maior ginasta na história do país.

Em recuperação de uma cirurgia, Diego se prepara para o Mundial ao mesmo tempo em que tem sido visto aos beijos nas baladas das noites cariocas.

Diego tem se mostrado incomodado com a repercussão de seus beijos em loiras tem obtido dos jornais e pede mais apoio e repercussão para seus resultados nas competições de que participa representando o Brasil.

O pior de tudo é que a mesma imprensa que não se mostra incomodada pelo fato de um atleta de ponta como Diego conviver com atrasos de pagamento e a falta de patrocínio teima em fazer insinuações sobre a opção sexual do atleta e cita maliciosamente a sua ligação com o socialite Bruno Chateaubriand, homosseuxual assumido, ex-empresário de Diego e que o ajuda em um projeto social na comunidade de Rio das Pedras.

Enquanto isso, o atletismo brasileiro continua abandonado e sobrevive das exceções, como Diego, que fazem de seu talento a maior arma para vencer o descaso com que o esporte amador é tratado em nosso País.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A frágil democracia em Honduras


Para a maioria, Honduras passou a ocupar algum espaço pelo golpe de Estado apoiado por militares ocorrido este ano,que retirou do poder o presidente Manuel Zelaya, eleito democraticamente.
Ontem, a Organização dos Estados Americanos (OEA) resolveu suspender, com efeito imediato, a participação de Honduras no organismo interamericano.
A verdade é que a América Latina como um todo vê com preocupação o golpe de Estado em Honduras porque vivenciamos ainda democracias frágeis, que precisam ser reafirmadas por mais algumas décadas e, nesse sentido, é preciso apoiar o presidente Manuel Zelaya e exigir sua volta imediata ao poder.
Mas Honduras tem uma história que precisa ser relembrada e foi a isso que me propus nas linhas abaixo. Se for do seu interesse, leia, e veja que o povo hondurenho merece todo nosso respeito e solidariedade, porque ainda luta para se firmar e fazer justiça social.
Localizado na América Central, Honduras tem 7 milhões e 200 mil habitantes e possui os piores índices de desenvolvimento econômico da América Latina. Grande parte de sua receita vem da atividade agrícola, que emprega 4 milhões e 800 mil dos seus habitantes. Seus principais produtos de exportação são café e banana.
A moeda de Honduras é a lempira, equivalente a R$ 0,10. A maioria da população (97%) é católica e seu PIB é de U$ 12,3 bilhões.
Seus habitantes falam espanhol, mas muito antes da ocupar as principais páginas das editorias internacionais, Honduras me chamou a atenção pelo nome de sua capital, Tegucigalpa.
Descoberta por Cristóvão Colombo, Honduras tinha forte presença do povo maia e só foi tomada pelos espanhóis após quatro décadas de lutas.
Honduras se libertou da Espanha, tornando-se parte do império de Augustín Iturbide e três anos depois liderou a República Federal das Províncias Unidas da América Central, que durou até 1838, quando proclamou sua independência total em 5 de novembro.
Entre 1970 e 1980, Honduras enfrenta uma onda de instabilidade por conta das guerras civis na Nicarágua e em El Salvador. Em 1982, aprova uma nova Constituição, apoiado pelos Estados Unidos, para instalar a democracia no país e um ano depois é incluído pelos EUA nos seus planos de defesa e passa a usa-lo para treinamento de seus soldados.
Em 1989, ainda dependente dos EUA, ele Rafael Leonardo Callejas presidente em meio ao enfrentamento entre guerrilheiros de esquerda e forças de segurança. Em 1991, negociações levam a uma anistia do governo.
A crise atual mostra que a democracia em Honduras é frágil e precisa ser protegida, apoiada e referendada por todos os povos da América Latina.

Apenas um gesto de gentileza


Avenida Rio Branco, Centro do Rio de Janeiro, 17h55min de uma sexta-feira qualquer.

Era mais uma daquelas passeatas intermináveis reivindicando o que a gente nem tem idéia, tornando o trânsito da cidade ainda mais caótico e enervando quem queria somente ir pra casa depois de um dia de trabalho.

De repente, saído não se sabe de onde, um bêbado trajando um terno em frangalhos postou-se à frente da passeata, desfilando com passos trôpegos e fazendo um discurso totalmente sem sentido em que se juntavam críticas à polícia, aos políticos e à própria passeata, que eram arrematados pelo canto em voz altíssima de um velho samba de Paulinho da Viola: "Se um dia/Meu coração for consultado..."

Os passantes riam enquanto os integrantes da passeata tentavam em vão tirar o bêbado do caminho numa cena ao mesmo tempo cômica e grotesca numa luta que parecia não ter fim.

Foi quando uma senhora que tentava contornar a passeata tropeçou no bêbado (que oscilava à esquerda e à direita como um pêndulo) e caiu.

Totalmente descontrolado, um homem empurrou o bêbado, culpando-o, enquanto outro levantava a senhora... mas o bêbado recuperou-se do empurrão, voltou à cena e tirou no bolso do paletó uma rosa amassada mas com algumas pétalas ainda mostrando o seu vermelho, entregando-a à senhora que, entre incrédula e admirada, aceitou-a com um sorriso.

Eu não tinha mais tempo para ver no que aquilo tudo ia dar. Mas fui embora com a convicção de que sempre cabe um gesto de gentileza, seja qual for a situação.

Entre tantos de nós, preocupados com os nossos compromissos ou com a volta para casa, ou mesmo entre os que protestavam por um mundo melhor, foi preciso aparecer um bêbado para mostrar a força de uma rosa, que resgatou não de seu bolso, mas do fundo do seu coração.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A vitória da difamação


Wilson Simonal é daqueles poucos cantores que tem um estilo próprio. Dono de um vozeirão inconfundível e de um balanço até hoje não igualado, ele começou a carreira no início da década de 1960 e alcançou o estrelato no início da década de 1970, teve um programa de TV, fez duetos com gente como Elis Regina e Sara Vaughan, onde mostrava seu timing inigualável e regeu o Maracanãzinho lotado mostrando que ele era o dono da área naquele momento.

Mas de repente Simonal passou das páginas de amenidades para as páginas policiais, num primeiro momento, e de repente foi taxado de dedo-duro numa época em que não se tinha escolha: ou se era contra ou a favor da ditadura militar.

Sabe-se hoje que o boato partiu de Jaguar, conhecido por suas constantes bebedeiras e que mais tarde recebeu milionária indenização como "perseguido político".

Simonal morreu pobre e esquecido, porque seus discos sumiram das prateleiras e deixaram de tocar nas rádios por mais de 30 anos. Tudo porque um bêbado um dia achou que ele era dedo-duro.

Recentemente, o lançamento do filme "Ninguém sabe o duro que dei" fez um resgate (ainda que tímido) da vida e carreira de Simonal, que (ironia do destino) morreu também no dia 25 de junho (só que há 9 anos), como Michael Jackson.

Por trás dos escândalos que permeiam a vida de Jackson e da perseguição a Simonal, está uma palavra que poucos ousam proferir, que muitos praticam e que a sociedade, hipócrita, diz não existir: racismo!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Michael deixou suas marcas


Quem gosta de música não ficou imune à passagem de Michael Jackson pelo planeta Terra.
Desde menino, ele se acostumou ao sucesso, aos aplausos, ao dia-a-dia dos palcos e conviveu, ainda, com a pressão do pai, que viu no talento do filho a oportunidade de sair da miséria.
Mas Michael jamais se livrou das amarras do seu velho pai e transformou o sofrimento em fuga, refugiando-se em seu rancho (não por acaso denominado de Neverland) e almejando ser uma eterna criança, agora com muita grana e todos os brinquedos que o dinheiro possa comprar.
Michael revolucionou a música, principalmente os videoclipes a partir de "Thriller", dando um novo sentido ao que se dizia ser apresentação de um astro pop.
Pena que a mídia teime em divulgar os escândalos, as manias e os bastidores da luta pela fortuna deixada por Michael, em vez de destacar o legado musical deixado por ele.
Se você é fã de Michael, esqueça o noticiário e ouça suas músicas e veja os clipes idealizados por ele.
Está tudo em sua obra.
A genialidade de um visionário que misturou cinema, música, teatro, mágica e dança e transformou a história da música popular mundial.
Michael sepultou de vez o banquinho e o violão e arrebatou multidões por todo o mundo porque no palco ele era ainda mais genial e seus fãs descobriam que tudo que ele fazia nos videoclipes era capaz de fazer ao vivo em seus shows gigantescos.
Prefiro o Michael cantor-compositor-multiinstrumentista-dançarino-mágico ao Michael dos escândalos fomentados pela mídia.
Durma em paz, Michael, você deixou sua música e seus videoclipes. E eles te eternizam!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O otimismo de Lula contra o pessimismo dos economistas

Economistas fazem parte de uma raça estranha e privilegiadíssima.
Nunca uma classe errou tanto e nunca foi tão prestigiada.
No início do Governo Lula, os economistas de plantão anunciavam a hecatombe. Era o fim de um período de estabilidade.
Quebraram a cara!
Agora, num momento em que a economia mundial vai muito mal das pernas e até organismos estrangeiros reconhecem a solidez de nossa economia, a grande imprensa comanda uma onda de boatos sobre uma possível desaceleração de nossa economia, enquanto o presidente Lula anuncia que o Governo vai lutar por um crescimento de 4% em 2009.
Na verdade, apesar de toda o alarmismo da grande imprensa, todos sabem que o máximo que pode acontecer com a economia brasileira é de termos um crescimento menor do que o esperado antes da crise. Enquanto isso, os EUA e países da Europa já assumiram uma recessão sem precedentes.
Acho que já passou da hora de se lançar uma campanha do tipo "Eu odeio economistas!"
Ou, melhor, exportá-los!

O guardião do espaço...

O guardião do espaço...
No meu local de trabalho num dos raros momentos de calmaria. O clik é do companheiro Claudionor Santana

Quem sou eu

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).