Não quero mais uma grande paixão, avassaladora...
Quero um amor que me dê paz, me acalme, me faça feliz...
Não quero mais lutar pelas causas impossíveis...
Quero sonhar um sonho plausível e descansar...
Fazer coisas triviais como se fossem excepcionais...
Tomar água de coco, andar de mãos dadas, beijar...
Ouvir Djavan, Sara Vaughan, Nina Simone e descansar
O fim de semana inteiro, sem culpas, deixar-me levar...
Tomar uma cervejinha, que ninguém é de ferro...
Falar besteiras, contar mentiras inofensivas...
Cometer burrices e rir delas sem temer o julgamento alheio...
E, se possível, reencontrar num dia de sol o menino que já fui.
Espaço para discutir ética, política e vida! O Conspiração Democrática continua antenado para discutir o Brasil e o mundo. Aqui são permitidas postagens para que outras pessoas possam emitir suas opiniões. Definitivamente, todo e qualquer espaço que surja como alternativa ao que se publica hoje na mídia brasileira é válido. Entre, a casa é sua. E o espaço é nosso. Comente, concorde, discorde, dê uma outra opinião. Afinal, democracia se constrói no dia-a-dia.
Bem-vindo
Você está em "Conspiração Democrática", o único blog que não censura as postagens de seus seguidores na Internet.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Márcia, muito além daqui
As recentes discussões sobre o fim da CPMF, o aumento da CSSL e a crise no Quênia não fazem parte do mundo misterioso de Márcia. Aparentemente, ela tem uma fixação inexplicável pelo fogo. Faça sol ou faça frio, ela sempre está juntando folhas, restos de papel ou papelão e fazendo uma fogueira de significado sutilmente indecifrável.
Praticamente invisível, Márcia só é notada quando aborda algum passante pedindo um cigarro. A concessão ou recusa não provocam qualquer mudança em sua fisionomia. Quando atendida, ela acende automaticamente o cigarro e sai dando suas baforadas até encontrar um lugar onde fica de cócoras por horas e horas, quase imóvel, a não ser pelos repetidos gestos de levar o cigarro obtido com algum passante até a boca.
Faça frio ou calor, Márcia sempre está vestida com um shortinho de menino e uma camiseta. E dia após dia repete a rotina do invisível ser que só é notado quando pede um cigarro a alguém. Até hoje não sei se Márcia come, onde come e quem lhe fornece comida. Às vezes, num rompante, ela dispara uma série de grunhidos inintelegíveis falando sabe-se lá com quem.
Em diversas ocasiões tentei encontrar o olhar de Márcia, mas ela tem uma incrível habilidade em evitar o olhar de quem quer que seja. Ela mira, sempre, o horizonte.
Até que um dia Márcia foi tomada de um rompante de violência e saiu danificando os carros estacionados na rua. Quebrou o retrovisor de um. Amassou a lataria de outro. Arranhou a pintura de um zerinho. Foi um escarcéu porque ninguém sabia o que fazer, até porque Márcia já fazia parte do inconsciente de todos nós. Ela estava lá. Quase invisível mas estava lá. Até que alguém conseguiu interná-la numa instituição onde ficou por meses.
Perto do Natal, Márcia voltou. E permanece a mesma. Parada por horas, abordando os passantes à procura de um cigarro e, felizmente, sem rompantes de violência.
No Natal, resolvi tentar me aproximar de Márcia. Coloquei duas rabanadas deliciosas num pratinho e entreguei-o a Márcia (não ousei incluir um garfo ou colher). Ela aceitou-o, virou-me as costas e foi pro seu cantinho. Esperei um tempo, depois desisti e fui pra casa.
Dias depois, passei e lá estava Márcia. Ela só me pediu cigarro uma vez e nunca mais me abordou. Mas nesse dia, se aproximou de mim, com o pratinho que eu lhe entregara vazio em uma das mãos e um galho de uma planta desconhecida na outra. Entregou-me o galho e se foi.
Todo dia quando passo, vejo que Márcia mantém o prato que lhe dei como um troféu, mas nunca mais me abordou. Ela continua lá cumprindo a sua rotina de nos mostrar que somos quase nada sem a nossa consciência humana de solidariedade e convivência em sociedade. Sem objetivos. Querendo, como Márcia, apenas uma coisa. Alguns, dinheiro. Outros, sexo. Outros, ainda, poder. Mas, felizmente, a grande maioria ainda quer viver. Em toda sua amplitude. Superando os maus momentos. E usufruindo dos bons. Mas, principalmente, interagindo com os seres à nossa volta. Procurando uma convivência que dê sentido às nossas vidas.
Praticamente invisível, Márcia só é notada quando aborda algum passante pedindo um cigarro. A concessão ou recusa não provocam qualquer mudança em sua fisionomia. Quando atendida, ela acende automaticamente o cigarro e sai dando suas baforadas até encontrar um lugar onde fica de cócoras por horas e horas, quase imóvel, a não ser pelos repetidos gestos de levar o cigarro obtido com algum passante até a boca.
Faça frio ou calor, Márcia sempre está vestida com um shortinho de menino e uma camiseta. E dia após dia repete a rotina do invisível ser que só é notado quando pede um cigarro a alguém. Até hoje não sei se Márcia come, onde come e quem lhe fornece comida. Às vezes, num rompante, ela dispara uma série de grunhidos inintelegíveis falando sabe-se lá com quem.
Em diversas ocasiões tentei encontrar o olhar de Márcia, mas ela tem uma incrível habilidade em evitar o olhar de quem quer que seja. Ela mira, sempre, o horizonte.
Até que um dia Márcia foi tomada de um rompante de violência e saiu danificando os carros estacionados na rua. Quebrou o retrovisor de um. Amassou a lataria de outro. Arranhou a pintura de um zerinho. Foi um escarcéu porque ninguém sabia o que fazer, até porque Márcia já fazia parte do inconsciente de todos nós. Ela estava lá. Quase invisível mas estava lá. Até que alguém conseguiu interná-la numa instituição onde ficou por meses.
Perto do Natal, Márcia voltou. E permanece a mesma. Parada por horas, abordando os passantes à procura de um cigarro e, felizmente, sem rompantes de violência.
No Natal, resolvi tentar me aproximar de Márcia. Coloquei duas rabanadas deliciosas num pratinho e entreguei-o a Márcia (não ousei incluir um garfo ou colher). Ela aceitou-o, virou-me as costas e foi pro seu cantinho. Esperei um tempo, depois desisti e fui pra casa.
Dias depois, passei e lá estava Márcia. Ela só me pediu cigarro uma vez e nunca mais me abordou. Mas nesse dia, se aproximou de mim, com o pratinho que eu lhe entregara vazio em uma das mãos e um galho de uma planta desconhecida na outra. Entregou-me o galho e se foi.
Todo dia quando passo, vejo que Márcia mantém o prato que lhe dei como um troféu, mas nunca mais me abordou. Ela continua lá cumprindo a sua rotina de nos mostrar que somos quase nada sem a nossa consciência humana de solidariedade e convivência em sociedade. Sem objetivos. Querendo, como Márcia, apenas uma coisa. Alguns, dinheiro. Outros, sexo. Outros, ainda, poder. Mas, felizmente, a grande maioria ainda quer viver. Em toda sua amplitude. Superando os maus momentos. E usufruindo dos bons. Mas, principalmente, interagindo com os seres à nossa volta. Procurando uma convivência que dê sentido às nossas vidas.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Somos mais que números
A busca constante pela informação, obriga-me a assistir e a ler tudo que posso. Hoje (18-12-2007) eu cumpria minha obrigação profissional assistindo ao "Bom dia, Brasil" da TV Globo, quando assisti a uma reportagem que demonstra o quanto estamos nos afastando de nossa humanidade, esquecendo o fator humano e nos prendendo somente a números.
Os apresentadores chamaram reportagem do correspondente da emissora em Nova Iorque e o rapaz disparou a apresentar dados numéricos: "O comércio dos EUA apresentaram queda de vendas nesse Natal se comparadas ao ano anterior. Enquanto isso, as vendas via Internet aumentaram 22% no mesmo período. Será o prenúncio do fim do comércio convencional?" (Obviamente, não estou transcrevendo ipsis literis o que disse o repórter).
E mais não disse, nada lhe foi perguntado e não houve nenhum comentário dos apresentadores.
Enquanto amarrava os cadarços do tênis e me preparava para mais um dia de trabalho, fiquei pensando nos milhares de atendentes das lojas comerciais que podem perder seus empregos. Nos milhões de pessoas que deixarão de ter o contato humano com os balconistas de todo o mundo. De quantos namoros começaram numa simples ida a uma loja. Das discussões entre casais premidos entre os desejos e a realidade fria da condição econômica.
Enfim, fiquei pensando no distanciamento ainda maior entre os seres humanos que a supremacia do comércio virtual pode causar.
Fiquei pensando no contato humano, dos timbres, dos sons, da entonação que dão o verdadeiro sentido aos diálogos (por mais triviais que sejam).
Senti-me um dinossauro. Um sonhador lutando contra moinhos de vento, enquanto os números vão sendo repetidos à minha volta, sem levar em conta que somos mais que números, somos seres humanos.
Os apresentadores chamaram reportagem do correspondente da emissora em Nova Iorque e o rapaz disparou a apresentar dados numéricos: "O comércio dos EUA apresentaram queda de vendas nesse Natal se comparadas ao ano anterior. Enquanto isso, as vendas via Internet aumentaram 22% no mesmo período. Será o prenúncio do fim do comércio convencional?" (Obviamente, não estou transcrevendo ipsis literis o que disse o repórter).
E mais não disse, nada lhe foi perguntado e não houve nenhum comentário dos apresentadores.
Enquanto amarrava os cadarços do tênis e me preparava para mais um dia de trabalho, fiquei pensando nos milhares de atendentes das lojas comerciais que podem perder seus empregos. Nos milhões de pessoas que deixarão de ter o contato humano com os balconistas de todo o mundo. De quantos namoros começaram numa simples ida a uma loja. Das discussões entre casais premidos entre os desejos e a realidade fria da condição econômica.
Enfim, fiquei pensando no distanciamento ainda maior entre os seres humanos que a supremacia do comércio virtual pode causar.
Fiquei pensando no contato humano, dos timbres, dos sons, da entonação que dão o verdadeiro sentido aos diálogos (por mais triviais que sejam).
Senti-me um dinossauro. Um sonhador lutando contra moinhos de vento, enquanto os números vão sendo repetidos à minha volta, sem levar em conta que somos mais que números, somos seres humanos.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Demos e tucanos afrontam o povo!
A imprensa comprometida com interesses de multinacionais e jogadas debaixo dos panos não tem pudor em ofender a inteligência dos brasileiros.Hoje, os jornais estampam duas manchetes, mas não fazem a ligação entre elas. A primeira é "Governo Lula sofre a sua maior derrota e CPMF cai". A outra "Cresce aprovação do Governo".Esse mesmo Senado que já afrontara o povo brasileiro absolvendo Renan Calheiros há poucos dias, agora repete a dose, tentando inviabilizar o Governo popular do primeiro presidente operário do Brasil.Vejam bem, enquanto a aprovação do governo atinge 65% (apesar dos constantes ataques que vem sofrendo da grande imprensa) essa quadrilha tenta barrar as conquistas sociais da população mais carente.O objetivo de demos e tucanos é impedir o prosseguimento de programas sociais como o Bolsa Família e o Luz para todos. É jogar de novo na linha abaixo da pobreza todas as famílias beneficiadas pela lucidez e sensibilidade de Lula.A militância petista tem o dever de sair às ruas e denunciar este fato nas universidades, colégios, associações de moradores, ONGs, bares e onde o povo estiver.A relação dos canalhas está estampada nos jornais de hoje. É guardá-la e exibi-la nas eleições do ano que vem e de 2010.Os demos estabeleceram uma luta de classes neste país. É hora de escolher, definitivamente, de que lado estamos.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Renan
O Senado cometeu um atentado contra sua própria história ontem ao absolver por 48 votos a 29 o Senador Renan Calheiros. Com isso, está comprovada a tese de que no Brasil só são condenados os ladrões de galinha, os negros, os favelados e os desamparados.
As provas contra Renan são tão evidentes, que chocam pela desfaçatez com que ainda proclama sua inocência. Vejam:
Caso Mônica Veloso: a pensão para a filha da aventura extraconjugal com a jornalista foi paga por um lobista da empreiteira Mendes Junior e Renan ainda usou empresas de fachadas para justificar de onde vinha a grana.
Caso Schincariol: o Senador teria influenciado para que não fosse cobrada dívida de R$ 100 milhões da empresa com o INSS. Em troca, a empresa teria comprado fábrica da família do Senador por R$ 27 milhões, quando esta não valeria, sequer, R$ 10 milhões.
Caso dos laranjas: o usineiro João Lyra confirmou que Renan era seu sócio oculto nas operações de compra de empresas de comunicação de Alagoas.
Caso dos Ministérios: a acusação é do empresário Bruno Lins, que teria pago propina de R$ 3 milhões a pedido de Renan no que ele chamou de esquema de arrecadação de dinheiro em ministérios do PMDB.
Caso da espionagem: esquema de espionagem armado por assessor de Renan contra os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO), ambos a favor de sua cassação.
Renan está livre, leve e solto para continuar a garimpar mariposas atraídas pelo poder e exibir sua força. Um poder que, vale lembrar, que lhe foi dado pelo povo para atuar em sua defesa (do povo, obviamente).
As provas contra Renan são tão evidentes, que chocam pela desfaçatez com que ainda proclama sua inocência. Vejam:
Caso Mônica Veloso: a pensão para a filha da aventura extraconjugal com a jornalista foi paga por um lobista da empreiteira Mendes Junior e Renan ainda usou empresas de fachadas para justificar de onde vinha a grana.
Caso Schincariol: o Senador teria influenciado para que não fosse cobrada dívida de R$ 100 milhões da empresa com o INSS. Em troca, a empresa teria comprado fábrica da família do Senador por R$ 27 milhões, quando esta não valeria, sequer, R$ 10 milhões.
Caso dos laranjas: o usineiro João Lyra confirmou que Renan era seu sócio oculto nas operações de compra de empresas de comunicação de Alagoas.
Caso dos Ministérios: a acusação é do empresário Bruno Lins, que teria pago propina de R$ 3 milhões a pedido de Renan no que ele chamou de esquema de arrecadação de dinheiro em ministérios do PMDB.
Caso da espionagem: esquema de espionagem armado por assessor de Renan contra os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO), ambos a favor de sua cassação.
Renan está livre, leve e solto para continuar a garimpar mariposas atraídas pelo poder e exibir sua força. Um poder que, vale lembrar, que lhe foi dado pelo povo para atuar em sua defesa (do povo, obviamente).
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Era apenas uma nuvem?
A falta de tempo é o grande problema do homem moderno.
Falta tempo para estudar, se aprimorar, lembrar do aniversário do amigo, levar os filhos para passear, ler aquele livro que até já saiu de moda, assistir aquele filme que todo mundo diz que é o máximo, enfim se reciclar, se divertir, viver!
E, de repente não mais que de repente, o homem moderno percebe que a mulher amada envelheceu, ganhou rugas, perdeu o viço e se distanciou dele de uma maneira sutil e incontornável, apesar de ainda viver com ele.
Os filhos cresceram, já são adultos e trilham seus próprios caminhos e já não querem ser levados a passeios, mas querem ver no pai um parceiro para projetos futuros.
Os amigos mudaram tanto, mas tanto que ele quase não os reconhece.
Os livros permanecem na estante (aqueles que ele comprou e não leu) e há outros a comprar, mas cadê tempo pra ler?
Os filmes que ele perdeu já saíram de cartaz. Comprou alguns em DVD, mas não é a mesma coisa, falta o calor humano das salas de exibição.
E aí o homem moderno, que resolveu, finalmente, tirar férias para fazer um balanço, percebe que não vai recuperar o tempo perdido.
Sozinho no jardim de sua casa (os filhos saíram para trabalhar e a esposa está participando de um congresso sobre OVNIs) ele continua olhando para o céu onde as nuvens parecem ser sempre as mesmas, mas tomam formas surpreendentes a cada instante.
Ele pensa consigo mesmo que as nuvens sempre estarão lá. Como o céu, o sol, a lua e os demais astros.
Mas uma nuvem em particular chama sua atenção. Ela ficou estática durante certo tempo sobre sua cabeça. Até que de repente começou a se movimentar e a se transformar.
Nessa nuvem ele viu-se menino, adolescente, jovem e maduro, envolvido pelos raios do sol e por nuances de um azul que era mar e se dissolvia como por encanto transformando-se em seres que povoaram seu passado e se foram levados pelo tempo, como aquela nuvem que, num segundo se foi.
Era apenas uma nuvem?
O homem moderno levantou-se. E desta vez disposto a mudar seu destino. A transmudar-se como aquela nuvem. A viver!
Falta tempo para estudar, se aprimorar, lembrar do aniversário do amigo, levar os filhos para passear, ler aquele livro que até já saiu de moda, assistir aquele filme que todo mundo diz que é o máximo, enfim se reciclar, se divertir, viver!
E, de repente não mais que de repente, o homem moderno percebe que a mulher amada envelheceu, ganhou rugas, perdeu o viço e se distanciou dele de uma maneira sutil e incontornável, apesar de ainda viver com ele.
Os filhos cresceram, já são adultos e trilham seus próprios caminhos e já não querem ser levados a passeios, mas querem ver no pai um parceiro para projetos futuros.
Os amigos mudaram tanto, mas tanto que ele quase não os reconhece.
Os livros permanecem na estante (aqueles que ele comprou e não leu) e há outros a comprar, mas cadê tempo pra ler?
Os filmes que ele perdeu já saíram de cartaz. Comprou alguns em DVD, mas não é a mesma coisa, falta o calor humano das salas de exibição.
E aí o homem moderno, que resolveu, finalmente, tirar férias para fazer um balanço, percebe que não vai recuperar o tempo perdido.
Sozinho no jardim de sua casa (os filhos saíram para trabalhar e a esposa está participando de um congresso sobre OVNIs) ele continua olhando para o céu onde as nuvens parecem ser sempre as mesmas, mas tomam formas surpreendentes a cada instante.
Ele pensa consigo mesmo que as nuvens sempre estarão lá. Como o céu, o sol, a lua e os demais astros.
Mas uma nuvem em particular chama sua atenção. Ela ficou estática durante certo tempo sobre sua cabeça. Até que de repente começou a se movimentar e a se transformar.
Nessa nuvem ele viu-se menino, adolescente, jovem e maduro, envolvido pelos raios do sol e por nuances de um azul que era mar e se dissolvia como por encanto transformando-se em seres que povoaram seu passado e se foram levados pelo tempo, como aquela nuvem que, num segundo se foi.
Era apenas uma nuvem?
O homem moderno levantou-se. E desta vez disposto a mudar seu destino. A transmudar-se como aquela nuvem. A viver!
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
A violência em sua forma mais cruel
Como não se trata de alguém famoso, o fato não tem tido a repercussão que deveria na grande imprensa. Mas o caso da menina de 15 anos que foi colocada numa cela comum com 20 marginais dá bem a medida de como a nossa infância é tratada.
Apenas 15 anos! E eu penso na minha filha com essa idade. Penso em mim mesmo e me revejo cheio de sonhos e fantasias, ainda muito longe dessa realidade de hoje, que supera a ficção e atinge as raias do absurdo.
Fico triste ao pensar num país que trata dessa maneira seu futuro. E mais ainda ao ver a defesa veeemente de parlamentares pelo aumento do aparelho repressivo e do investimento em armamento para defender a nossa nação.
Mas que nação seremos no futuro se tratamos dessa maneira nossas crianças?
Enquanto "autoridades" disputam o espólio da miséria e da ignomínia que representa esse caso dantesco, não paro de pensar na frase de Veríssimo: "É de 'esquerda' ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto 'direitistas' defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado."
Pobre menina. E pobre País que não consegue defender a sua infância.
Apenas 15 anos! E eu penso na minha filha com essa idade. Penso em mim mesmo e me revejo cheio de sonhos e fantasias, ainda muito longe dessa realidade de hoje, que supera a ficção e atinge as raias do absurdo.
Fico triste ao pensar num país que trata dessa maneira seu futuro. E mais ainda ao ver a defesa veeemente de parlamentares pelo aumento do aparelho repressivo e do investimento em armamento para defender a nossa nação.
Mas que nação seremos no futuro se tratamos dessa maneira nossas crianças?
Enquanto "autoridades" disputam o espólio da miséria e da ignomínia que representa esse caso dantesco, não paro de pensar na frase de Veríssimo: "É de 'esquerda' ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto 'direitistas' defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado."
Pobre menina. E pobre País que não consegue defender a sua infância.
Assinar:
Postagens (Atom)
O guardião do espaço...
No meu local de trabalho num dos raros momentos de calmaria. O clik é do companheiro Claudionor Santana
Quem sou eu
- Conspiração Democrática
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).