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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pisando em estrelas...

O domingo parecia de festa.
E tinha tudo para ser.Era 21 de novembro de 2010 e o Botafogo vivenciava uma situação de que a muito não desfrutava, tendo possibilidades reais de chegar à Libertadores.
Antes do jogo, o clima era de já ganhou com reportagens em tempo real em que os torcedores na arquibancada previam fácil vitória por dois ou três gols de diferença sendo exibidas no telão, enquanto se anunciava show de Michael Sullivan.
E veio o show em que as músicas do excelente compositor Michael Sullivan eram divididas com exaltação ao time e prenúncio de uma vitória dada como certa.
O jogo começou e a primeira jogada de perigo foi do Internacional, com um Botafogo sem meio de campo e sem ataque, e Loco Abreu sem tocar na bola.
Não vou discorrer sobre todo o jogo, porque todo mundo já sabe da vitória do Inter por 2 x 1 e da apatia de um time em que o único que se salvou foi Alessandro, que mostrou garra, disposição, atitude e amor à camisa.
Enquanto Joel ainda acredita na classificação do Botafogo para a Libertadores e espera por um milagre e a combinação de resultados eu já estou pedindo a contratação urgente de reforços para 2011 porque futebol não vive só de marketing.
De tudo ficou o reencontro com as amigas Antonia e Efigênia.
E, por falar nisso, cadê as fotos Efigênia?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bial vota Dilma

quarta-feira, 29 de setembro de 2010Pedro

Bial vota Dilma
Pedro Bial

O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que um filho seu não foge à luta. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, colocaram o rabinho entre as pernas e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas
belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.
Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.
Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.
Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!
Pedro Bial, jornalista.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Faltou pegada!

O maior fenômeno das eleições presidenciais em 2010 foi a falta de pegada de Dilma!
No segundo turno, Dilma tem que encontrar o povo, sair às ruas, cabalar votos e sorrir, muitas e muitas vezes.
Se Lula tomar a frente e continuar sendo o único cabo eleitoral de Dilma, a impressão de que ela não tem vontade própria (o que não é verdade) vai ser usada pela matilha de Serra ad nauseam.
Dilma tem de mostrar a cara todo dia, mas mudar os cenários.
Chega de falar de Brasília, como se já eleita fosse.
Não foi.
Agora, é calçar as sandálias da humildade e ir pras ruas, sem buscar desculpas pela má vontade da mídia que todo mundo sabe que é tucana (até o Popó da novela das oito da Globo).
Tá na hora de Dilma ser mais PT e menos burocrata!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eleições 2010: falta conteúdo!

As eleições 2010 não decolaram, porque ficou tudo muito igual em discurso, atitude e, principalmente, propostas.
Todo mundo fala em desenvolvimento, mais emprego, mais saúde, mais escolas, mais isso e mais aquilo. Mas como vamos chegar ao nirvana?
A classe política ainda não entendeu (ou não quer entender) que o cinismo existente em Brasília espalhou-se de forma avassaladora pelo País.
Houve um tempo em que havia diferença entre militante político e cabo eleitoral.
Militante era quem ia para as ruas defender idéias e projetos em busca de mudanças.
Cabo eleitoral era quem defendia seu emprego, ou fazia por onde para conseguir uma colocação na máquina estatal municipal, estadual ou federal.
Agora, tá tudo muito igual.
Direita e esquerda? Já era!
O que conta é dinheiro no bolso.
Quando aparece alguém na rua empunhando material político de um candidato, é essa gente desanimada, carregando um fardo pra receber algum. Independentemente de partido, tá tudo muito igual.
Debate? Isso é coisa do passado.
Agora, é pau contra pau. Pedra contra pedra.
O candidato do partido A ataca o candidato do partido B, ou C, ou D. Que, por sua vez, contra-ataca lembrando os podres do(s) outro(s) candidato(s).
É uma mesmice só.
E o horário político gratuito ainda nem começou.
E aí vai ser a mesma lenga-lenga de sempre sem convencer ninguém e obrigando a maioria a desligar o rádio ou a TV em busca de uma alternativa cada vez mais difícil, porque rádio só toca quem paga jabá ou divulga quem dá algum por fora e TV só procura um escândalo atual que substitua o escândalo anterior, ad nauseam.
Eu conheço algumas histórias de vida interessantes e é baseado nelas que vou depositar meus votos (pra deputado estadual e federal, senador, governador e presidente) no dia 3 de outubro de 2010.
Depois, é rezar pra Deus.
Porque a esperança de hoje quase sempre é a desilusão de amanhã.
Até porque tá tudo muito igual.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A volta dos que não foram

O Brasil mudou e muita gente ainda não percebeu.
Há pouco, casos como os de Bruno e da procuradora que espancou a menina que pretendia adotar já teriam caído no esquecimento, com a conivência da grande imprensa.
Agora não dá mais.
Porque existem blogs como este e corações ávidos por justiça que soltam o verbo pela Internet.
E o grande diferencial das eleições de 2010 pode ser justamente este.
A Internet deu voz àqueles que não suportam mais a mesmice verborrágica e mentirosa da grande imprensa e estão fazendo a sua própria comunicação.
Aliás, esta postagem tem base justamente nisto. No desejo de dizer que continuo trazendo no peito a esperança que me move no sentido de um mundo mais justo social e economicamente.
Estamos na área e vamos continuar uma luta que jamais abandonamos.
Podemos até ter divergências, mas sei que você, como eu, quer um Brasil à altura da expectativa de milhões de brasileiros que ainda clamam por justiça, educação, saúde e paz, porque amor no coração a gente tem pra dar e vender.

sábado, 5 de junho de 2010

Poemete

E daí?
De repente, as letras não formam palavras
Não há perguntas, nem respostas
Apenas o silêncio!
E o pior é que isso basta!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O vôo dos imorais


E 2010 chegou. Tem Copa do Mundo em junho e eleições gerais em outubro para deputados estaduais e federais, senadores e presidente da República.

2010 tinha tudo para ser um ano de alegrias, mas pode se constituir em um ano de definição do caráter brasileiro porque se no futebol estamos submetidos ao ressentimento de Dunga e seu desapego ao futebol-arte na política nos vemos impotentes diante de parlamentares-candidatos e candidatos-sem escrúpulos em busca do poder pelo poder.

Há muito deixamos de discutir projetos e idéias, limitamo-nos a discutir o caráter das pessoas como se a política fosse povoada por iluminados e puritanos abençoados pelos deuses de todos os credos inimagináveis.

Eu ainda tento guardar no peito a esperança e exercer o meu mandato divino (a vida) com a leveza de quem procura simplesmente a felicidade de ser igual sendo diferente por servir a um objetivo comum, que é o da convivência pacífica possível a partir do respeito mútuo.

Por falar nisso, quem lê estas mal traçadas linhas deve ter percebido que ainda não adotei a última reforma ortográfica, mas faço isso porque só o Brasil (dentre os países signatários) o fez. Portugal, por exemplo, recusa-se a fazê-lo.

Coisas do Brasil. Mais uma vez milhões de páginas terão de ser refeitas por uma imposição absurda da "inteligentzia" brasileira.

Paro por aqui porque não existe espaço suficiente para minha indignação diante de tanta indigência moral.

Lennon sacou bem antes de mim que o sonho acabou.

O guardião do espaço...

O guardião do espaço...
No meu local de trabalho num dos raros momentos de calmaria. O clik é do companheiro Claudionor Santana

Quem sou eu

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).