Botafogo - O Botafogo derrotou de uma só vez a arrogância dos flamenguistas (dirigentes, jogadores e torcida) e a incompetência de um árbitro sem nenhum critério em suas decisões. Foi uma vitória também do folclórico Joel Santana e de um garoto de apenas 19 anos, Caio, que tem como maior sonho trazer de volta ao Brasil a sua mãe, que atualmente trabalha como ilegal nos EUA, o que impede que os dois se vejam há três anos.
Unidos da Tijuca - Mais uma vez na história recente do Carnaval carioca, a vitória de uma escola de samba é creditada tão somente ao carnavalesco (neste caso Paulo Barros), deixando-se de lado as competências da bateria, de mestre-sala e porta-bandeira e demais integrantes.
Rubinho - A persistência de Rubens Barrichello é por si só uma vitória. Desacreditado no ano passado, quando muitos davam como certa a sua aposentadoria, ele deu a volta por cima, mas deixou a equipe e aposta em 2010 na Williams, que se foi vitoriosa no passado, há muito tempo não apresenta um carro confiável.
Esperança - De parabéns todos os brasileiros que venceram um 2009 de muitas interrogações e poucas respostas para entrar 2010 com muitas esperanças, que vão ser corroboradas ou não nas eleições que vão escolher deputados estaduais e federais, senadores, governadores e o presidente da República.
Espaço para discutir ética, política e vida! O Conspiração Democrática continua antenado para discutir o Brasil e o mundo. Aqui são permitidas postagens para que outras pessoas possam emitir suas opiniões. Definitivamente, todo e qualquer espaço que surja como alternativa ao que se publica hoje na mídia brasileira é válido. Entre, a casa é sua. E o espaço é nosso. Comente, concorde, discorde, dê uma outra opinião. Afinal, democracia se constrói no dia-a-dia.
Bem-vindo
Você está em "Conspiração Democrática", o único blog que não censura as postagens de seus seguidores na Internet.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Mangueira, sempre Mangueira!
Quando a Mangueira entra na Avenida o tempo para e o povo espera o maior espetáculo da Terra. E sempre tem o que merece. Porque a Mangueira é muito mais que uma escola de samba, é uma entidade que representa os anseios, os sonhos e a expectativa de todo um povo.
Mesmo os turistas brasileiros de outros Estados e/ou do estrangeiro entendem o recado da Mangueira, que é dado em cada gesto, em cada sorriso e em cada passo de seus componentes.
Apesar de todas as mudanças sofridas pela sociedade brasileira, que convive atualmente com uma crise generalizada de suas principais instituições, a Mangueira persiste em nosso imaginário como algo a ser alcançado.
Ao contrário do futebol, em que a rivalidade entre os times causa repúdio entre torcedores e times adversários, no Samba todo mundo sabe que a Mangueira é o ideal a ser alcançado.
Um ideal que não se conquista com o aperfeiçoamento de alegorias e fantasias, mas que reside no imaginário, que tangencia a perfeição sem ser perfeita, que alcança o ideal com suas imperfeições.
Mangueira, sempre Mangueira!
Tua resistência é a razão de ser do Carnaval Carioca.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
O Carnaval, o Samba e o Sambista
Há muito tempo Carnaval é business no Rio, em Sampa e em Salvador.
Aqui no Rio, escolas vendem fantasias pelos seus sites ou mesmo pelas agências de viagem. Ou seja, o turista sai da Alemanha, França, EUA ou Japão com a fantasia e o lugar numa das disputadíssimas alas das grandes escolas já garantidos.
Também no Rio, os outroras sambas sincopados foram substituídos por sambas acelerados que têm como principal meta cumprir o tempo determinado para o desfile (no caso 80 minutos).
Falei do Carnaval, falei do Samba e agora vou falar do Sambista.
Enquanto o Carnaval cada vez arrecada mais (daí a briga entre a Prefeitura do Rio e a Liga das Escolas de Samba pelo controle do desfile), e os Sambas proporcionam altos ganhos para os compositores, os verdadeiros Sambistas ficam escondidos entre plumas, paetês, penas, pernas e genitálias desnudas à frente das baterias.
Chama-se a isso de evolução.
Sei lá, mas o Conspiração Democrática deixa aqui seu protesto por um Carnaval com mais Samba no pé e menos (ou quem sabe nenhuma, sonhar não custa nada) genitália à mostra, deixando o Sambista mostrar sua arte.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A falsa democracia da Internet
Os períodos ditatoriais porque passou a nossa ainda jovem República deixou marcas indeléveis em nossa sociedade.
Maior exemplo disso está nos grupos de discussão da Internet, que tem sido cantada em prosa e verso como a saída para a democratização da comunicação.
Não é bem assim.
Seja qual for a comunidade, a "democracia" fica na dependência do "moderador" ou dono, como bem explicita o Orkut, por exemplo.
Há casos de "moderadores" que omitem postagens e/ou ameaçam quem "discorda" de certos elementos do grupo ou comunidade, adotando métodos fascistas de exclusão e/ou exposição ao ridículo de quem discorda da "linha" adotada pela comunidade.
Agora, tentem imaginar se um imbecil desses fosse o editor de um grande jornal.
Comunidades com um número ínfimo de integrantes (menos de mil é brincadeira) acham que atemorizam governos em nível municipal, estadual e até federal.
Há interidiotas que "exigem" resposta de prefeitos, governadores, ministros e do presidente da República a suas postagens, como se estas tivessem o poder de abalar governos e promover revoluções.
A Internet está longe de ser democrática, muito pelo contrário.
Dificilmente um grupo exerce plenamente a democracia.
Postagens "diferentes" são colocadas de lado ou em cheque, como se quem tem a liberdade de discordar fosse um pária ou um traidor.
Isso sem falar no conteúdo, em sua maioria deplorável. Pobre Camões que um dia cantou aos quatro ventos que "Não morrerá, sem poetas nem soldados, A língua em que cantaste rudemente. As armas e os barões assinalados."
Se não morreu, sofreu agressões inimagináveis pelo poeta.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A popularidade de Lula

E a popularidade de Lula sobe, apesar das tentativas da grande imprensa e da oposição em criar crises inexistentes.
A última diz respeito ao veto do presidente ao orçamento da União para 2010. Previdente, o presidente reservou o dinheiro para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que estão sob suspeição.
Vejam bem, eu disse reservou. Mas a grande imprensa (obviamente atuando como braço direito de tucanos e demos) insiste em dizer que o presidente vai tocar obras sob suspeição.
O objetivo é impedir que Lula conclua e inaugure obras em ano eleitoral.
Por esse raciocínio simplista, uma vez vencida a eleição, o chefe do Executivo tem apenas dois anos para trabalhar. Sim, porque o primeiro é todo ele gasto na análise das contas. Restam o segundo e terceiro anos do mandato para trabalhar. Porque no quarto, ano de eleição, o presidente do Brasil deveria se transformar (segundo o desejo da grande imprensa e dos tucanos e demos) em rainha da Inglaterra, gastando o tempo em visita a asilos e obras inacabadas, obviamente sem cobertura da grande imprensa. Ou seja, sem que o povo tomasse conhecimento.
A popularidade de Lula reside em sua sintonia com um povo cansado da velha fórmula de promessas vãs a cada quatro anos e em simulações e factóides durante os quatro anos de mandato.
A popularidade de Lula deve-se a toda uma história de vida, vivenciada por milhões de Lulas em todo o Brasil.
E é isso que a grande imprensa, demos e tucanos não perdoam.
Com Lula, finalmente o povo chegou ao poder.
Basta ver os indicadores econômicos e verificar quantos milhões de brasileiros saíram da linha da miséria e da pobreza durante o mandato do primeiro presidente operário da história do Brasil.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A Educação carioca
E o tempo passa apesar das falcatruas, desmandos e omissões da grande imprensa, dos partidos políticos e dos cidadãos.
O Rio de Janeiro ficou conhecido pela gentileza de seu povo, que sabia receber como ninguém a quem chegasse na antes Cidade Maravilhosa. Não mais.
Hoje, quem passa pelas ruas vê uma cidade emporcalhada por "cidadãos" que destroem o patrimônio público, urinam em qualquer lugar, picham tudo que veem pela frente e desrespeitam as mais elementares regras de convivência humana.
Capítulo à parte neste caos, as calçadas sofrem com a invasão indiscriminada de automóveis, camelôs e "profissionais indeterminados", se é que me entendem.
Vale tudo!
Um apadrinhado sabe-se lá por quem resolve e transforma uma calçada em estacionamento e lava-jato. Pronto! Está instalado o inferno para os transeuntes, que são obrigados a passar pela rua (expondo-se a um atropelamento eminente) ou a tentar ultrapassar os inúmeros obstáculos que vão desde carros enferrujados aos buracos provocados pelo estacionamento irregular.
E não ouse reclamar para não ser ameaçado pelo "dono da calçada".
As autoridades públicas, como sempre, se omitem e o pobre cidadão vê mais um direito seu (previsto na Constituição) ser desrespeitado. Claro que estou falando no de "ir e vir".
Mas pra onde?
O Rio não precisa de um choque de ordem, mas de um choque de cidadania. E urgentemente, enquanto é tempo.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O samba impede a passagem
A imagem é um contra-senso em se tratando de samba, mas é tragicamente verdadeira.
A insensibilidade dos organizadores do maior espetáculo da Terra deixou sem espaço os moradores da região que circunda a Passarela do Samba, obrigando os pedestres a dividirem espaço de forma perigosa com os veículos que trafegam pelo local.
Bastariam alguns centímetros e bom-senso para que o samba e a população convivessem harmonicamente.
Mas no Brasil a máxima de que para conhecer uma pessoa basta dar-lhe um cargo de chefia parece que prevaleceu mais uma vez, e um chefete resolveu usar o samba para barrar a passagem dos moradores da circunvizinhança. Lamentável...
Assinar:
Postagens (Atom)
O guardião do espaço...
No meu local de trabalho num dos raros momentos de calmaria. O clik é do companheiro Claudionor Santana
Quem sou eu
- Conspiração Democrática
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).