No Dia dos Pais, a Praia de Copacabana foi palco de uma manifestação de um grupo de pais interessados em conviver mais com seus filhos. Inspirados no movimento inglês "Fathers of Justice" os manifestantes garantem que não querem brigar com a Justiça, mas dizem que pretendem diminuir a distância entre pais e filhos e defendem a guarda compartilhada.
Certamente, entre a Justiça e os pais, em primeiro lugar devem estar os direitos das crianças, que precisam ter pais integrais para um desenvolvimento harmônico e equilibrado.
Espaço para discutir ética, política e vida! O Conspiração Democrática continua antenado para discutir o Brasil e o mundo. Aqui são permitidas postagens para que outras pessoas possam emitir suas opiniões. Definitivamente, todo e qualquer espaço que surja como alternativa ao que se publica hoje na mídia brasileira é válido. Entre, a casa é sua. E o espaço é nosso. Comente, concorde, discorde, dê uma outra opinião. Afinal, democracia se constrói no dia-a-dia.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007
O desespero tucano
Não se podia esperar do sociólogo Fernando Henrique Cardoso a grosseria de dizer que "Lula é quem entende de álcool". Para um oposicionista "qualificado" como FHC, chega a ser ridículo e também é uma consagração do Governo Lula. Se até FHC reconhece a qualidade do Governo do presidente operário e apela para baixarias para atacá-lo, convenhamos que Lula tá batendo um bolão.
É apenas futebol?
A crônica esportiva brasileira está devendo, principalmente a TV Globo. O jogo Botafogo x Figueirense, realizado no último domingo (12-08-2007) foi decidido por erros da arbitragem. No primeiro, o árbitro marcou jogo perigoso num lance acontecido dentro da área do Figueirense, quando um zagueiro do Figueirense atropelou literalmente o atancante Jorge Henrique do Botafogo. No segundo, validou um gol em impedimento claro contra o time carioca.
O pior de tudo foi o comentário de Tadeu Schmidt no "Bom dia, Brasil" de hoje. Segundo o nobre repórter Global, "o Botafogo tem dado azar". Sei não, Tadeu, quando um juiz decide um jogo com dois erros grosseiros, isso tem um nome bem diferente: incompetência!
O pior de tudo foi o comentário de Tadeu Schmidt no "Bom dia, Brasil" de hoje. Segundo o nobre repórter Global, "o Botafogo tem dado azar". Sei não, Tadeu, quando um juiz decide um jogo com dois erros grosseiros, isso tem um nome bem diferente: incompetência!
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Eu ainda acredito!
Eu estou convencido de que poderemos fazer um mundo melhor.
E por muitos motivos.
Talvez um deles seja você.
Você mesmo, com todas as contradições, sonhos, esperanças, medos e certezas.
Afinal, nós, seres humanos, somos assim.
A chave da convivência é não exigir dos outros
A perfeição que não temos.
Claro, existem distâncias que não podem ser percorridas.
Aquelas que separam o erro da falha de caráter
O medo da subserviência e a esperança da desistência.
Somos sobreviventes, tenho certeza, acreditamos num mundo melhor.
Por isso, amigo, discordaremos, às vezes,
Mas seremos parceiros, sempre,
Quando estiverem em jogo a vida, a solidariedade
E a esperança num mundo justo
Em que a igualdade ainda esteja longe,
Mas em que a diferença entre ricos e pobres
Não signifique a distância entre exibir, esbanjar e ultrajar
E definhar, rastejar e mendigar.
Enfim, em que o espírito humano,
Que ressalta nosso lado melhor,
Solidário, sensível e comprometido com o outro
Passe a ser uma constante em nossas vidas.
E que a esperança de um mundo melhor
Se concretize, com a colaboração de cada um de nós.
Eu continuo sendo um passageiro da esperança!
E por muitos motivos.
Talvez um deles seja você.
Você mesmo, com todas as contradições, sonhos, esperanças, medos e certezas.
Afinal, nós, seres humanos, somos assim.
A chave da convivência é não exigir dos outros
A perfeição que não temos.
Claro, existem distâncias que não podem ser percorridas.
Aquelas que separam o erro da falha de caráter
O medo da subserviência e a esperança da desistência.
Somos sobreviventes, tenho certeza, acreditamos num mundo melhor.
Por isso, amigo, discordaremos, às vezes,
Mas seremos parceiros, sempre,
Quando estiverem em jogo a vida, a solidariedade
E a esperança num mundo justo
Em que a igualdade ainda esteja longe,
Mas em que a diferença entre ricos e pobres
Não signifique a distância entre exibir, esbanjar e ultrajar
E definhar, rastejar e mendigar.
Enfim, em que o espírito humano,
Que ressalta nosso lado melhor,
Solidário, sensível e comprometido com o outro
Passe a ser uma constante em nossas vidas.
E que a esperança de um mundo melhor
Se concretize, com a colaboração de cada um de nós.
Eu continuo sendo um passageiro da esperança!
Brasil, um país possível
O Brasil é um exemplo cruel de desigualdade social, apesar dos avanços desses últimos quatro anos, quando o Governo do primeiro presidente operário da história brasileira investiu maciçamente no atendimento às comunidades mais carentes, com programas como o Bolsa Família e o Luz para Todos.
Nós, trabalhadores, temos enfrentado em todos os níveis uma luta contra um modelo neoliberal que despreza tanto a idéia de um Estado Nacional como as lutas populares, pregando mesmo o seu fim.
Nesse sentido, o movimento sindical tem evoluído na compreensão de que a antiga idéia de um socialismo que preconizava a abolição da propriedade privada e dos meios de produção, confundida na maioria das vezes com estatização total, aponta hoje para a construção de formas de propriedade privada sob controle estatal e, sobretudo, de mecanismos de regulação que possam direcionar o crescimento da economia em benefício da maioria.
Hoje, alguns desafios estão em pauta e ganham destaque midiático:
Meio Ambiente
Na contramão do projeto neoliberal e de suas concepções tradicionais de desenvolvimento, os movimentos sociais conseguiram colocar na pauta das principais nações do mundo a questão do meio ambiente e o Brasil não pode ficar de fora nessa história.
Questões como o aquecimento global, novas formas de geração de energia, proteção da biodiversidade e patrimônio genético entraram na pauta de discussão em todo o planeta, preocupando tanto aos países mais ricos do mundo como aos países em desenvolvimento, porque terão influência na sobrevivência do mundo.
Luta Sindical
O mundo do trabalho tem passado por diversas transformações, algumas visíveis e outras ainda ocultas pela incapacidade de fiscalização do Estado.
A automação causou grande impacto sobre o número de trabalhadores em atividade, sem dar resposta à sociedade às suas conseqüências imediatas, entre elas o aumento do desemprego e da informalidade da economia.
Diante desse panorama, ganham espaço na pauta sindical temas como a redução da jornada de trabalho e as modificações qualitativas das condições e dos locais de trabalho, contrapondo ao modelo neoliberal — que só visa o lucro imediato — a visão de que a valorização da vida e o conceito de responsabilidade social ganham importância a partir de tais mudanças.
O Brasil é hoje referência no novo quadro mundial devido às suas riquezas naturais e à posição de destaque da Amazônia como repositório da biodiversidade.
A agenda sindical não pode se prender às bandeiras dos anos 80, mas deve ser atualizada permanentemente, em busca da garantia de que a força de trabalho seja considerada sempre que se pensar em avanços econômicos, que não podem prescindir dos aspectos sociais.
O Brasil é o país do futuro e a classe trabalhadora tem que estar entre as prioridades de sua agenda de desenvolvimento.
Nós, trabalhadores, temos enfrentado em todos os níveis uma luta contra um modelo neoliberal que despreza tanto a idéia de um Estado Nacional como as lutas populares, pregando mesmo o seu fim.
Nesse sentido, o movimento sindical tem evoluído na compreensão de que a antiga idéia de um socialismo que preconizava a abolição da propriedade privada e dos meios de produção, confundida na maioria das vezes com estatização total, aponta hoje para a construção de formas de propriedade privada sob controle estatal e, sobretudo, de mecanismos de regulação que possam direcionar o crescimento da economia em benefício da maioria.
Hoje, alguns desafios estão em pauta e ganham destaque midiático:
Meio Ambiente
Na contramão do projeto neoliberal e de suas concepções tradicionais de desenvolvimento, os movimentos sociais conseguiram colocar na pauta das principais nações do mundo a questão do meio ambiente e o Brasil não pode ficar de fora nessa história.
Questões como o aquecimento global, novas formas de geração de energia, proteção da biodiversidade e patrimônio genético entraram na pauta de discussão em todo o planeta, preocupando tanto aos países mais ricos do mundo como aos países em desenvolvimento, porque terão influência na sobrevivência do mundo.
Luta Sindical
O mundo do trabalho tem passado por diversas transformações, algumas visíveis e outras ainda ocultas pela incapacidade de fiscalização do Estado.
A automação causou grande impacto sobre o número de trabalhadores em atividade, sem dar resposta à sociedade às suas conseqüências imediatas, entre elas o aumento do desemprego e da informalidade da economia.
Diante desse panorama, ganham espaço na pauta sindical temas como a redução da jornada de trabalho e as modificações qualitativas das condições e dos locais de trabalho, contrapondo ao modelo neoliberal — que só visa o lucro imediato — a visão de que a valorização da vida e o conceito de responsabilidade social ganham importância a partir de tais mudanças.
O Brasil é hoje referência no novo quadro mundial devido às suas riquezas naturais e à posição de destaque da Amazônia como repositório da biodiversidade.
A agenda sindical não pode se prender às bandeiras dos anos 80, mas deve ser atualizada permanentemente, em busca da garantia de que a força de trabalho seja considerada sempre que se pensar em avanços econômicos, que não podem prescindir dos aspectos sociais.
O Brasil é o país do futuro e a classe trabalhadora tem que estar entre as prioridades de sua agenda de desenvolvimento.
No Rio, Educação continua em crise
Mais uma vez, os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro ameaçam entrar em greve. Mais uma vez, a reivindicação é por salários justos. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), hoje o piso salarial de R$ 431,00 é um dos mais baixos do país. Ainda segundo o SEPE, a Educação está há mais de 11 anos sem reajuste.
Vale registrar que nesse período, todos os anos os professores entram em greve. Em alguns casos por seis meses ou mais, sem que as aulas sejam repostas e sem que os alunos tenham direito a qualquer tipo de defesa.
O Estado paga mal. Os professores entram em greve. Os alunos sofrem os prejuízos e parece que no País não existe ninguém capaz de arbitrar o conflito entre professores e Estado, garantir o direito dos alunos à Educação e, o fundamental, preparar nossos futuros cidadãos.
A reivindicação dos professores é justa, sem dúvida. Os sucessivos governos não explicam porque pagam tão mal aos profissionais de ensino. E as grandes vítimas continuam sendo os alunos, penalizados por professores e Estado, sem direito a uma Educação que lhes permita ter um futuro melhor.
Está na hora de sindicalistas, professores, alunos, pais e políticos encontrarem uma solução que garanta aos jovens, em sua maioria de baixa renda, o direito de completarem o 2º Grau e terem acesso a uma faculdade que lhes abra a porta do conhecimento e da esperança.
Vale registrar que nesse período, todos os anos os professores entram em greve. Em alguns casos por seis meses ou mais, sem que as aulas sejam repostas e sem que os alunos tenham direito a qualquer tipo de defesa.
O Estado paga mal. Os professores entram em greve. Os alunos sofrem os prejuízos e parece que no País não existe ninguém capaz de arbitrar o conflito entre professores e Estado, garantir o direito dos alunos à Educação e, o fundamental, preparar nossos futuros cidadãos.
A reivindicação dos professores é justa, sem dúvida. Os sucessivos governos não explicam porque pagam tão mal aos profissionais de ensino. E as grandes vítimas continuam sendo os alunos, penalizados por professores e Estado, sem direito a uma Educação que lhes permita ter um futuro melhor.
Está na hora de sindicalistas, professores, alunos, pais e políticos encontrarem uma solução que garanta aos jovens, em sua maioria de baixa renda, o direito de completarem o 2º Grau e terem acesso a uma faculdade que lhes abra a porta do conhecimento e da esperança.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Ética na política
A imprensa brasileira tem-se mostrado rápida no gatilho. Publique-se primeiro e apure-se depois.
Ao primeiro sinal de que há algo de errado na biografia de uma figura pública, avidamente um jornal publica a manchete escandalosa e é seguido imediatamente pelos demais. O caso do presidente do Senado, Renan Calheiros, é emblemático. Primeiro, descobriu-se a sua infedelidade. Como o caso rendeu a venda de mais jornais, foi-se estendendo e é preciso ter novidades diariamente.
Com o foco das lentes voltado para o Senado, todo mundo quer aparecer. A cada dia, uma excelência se alterna à frente das lentes com um ataque a Renan. Afinal, ele é a bola da vez e atacá-lo significa valiosos segundos nas principais redes televisivas.
Afinal de contas, se existem tantas provas concretas contra Renan, por que até hoje não foi iniciado o processo de impeachement?
Enquanto as denúncias se multiplicam, a população vai perdendo a crença nas instituições e Renan continua presidente de um Senado a cada dia mais desmoralizado e acéfalo.
Faltam critérios claros, denúncias consubstanciadas e justiça. Sobram desvarios e irresponsabilidade.
E no meio disso tudo fica uma pergunta: quem representa, com dignidade, o povo brasileiro?
Ao primeiro sinal de que há algo de errado na biografia de uma figura pública, avidamente um jornal publica a manchete escandalosa e é seguido imediatamente pelos demais. O caso do presidente do Senado, Renan Calheiros, é emblemático. Primeiro, descobriu-se a sua infedelidade. Como o caso rendeu a venda de mais jornais, foi-se estendendo e é preciso ter novidades diariamente.
Com o foco das lentes voltado para o Senado, todo mundo quer aparecer. A cada dia, uma excelência se alterna à frente das lentes com um ataque a Renan. Afinal, ele é a bola da vez e atacá-lo significa valiosos segundos nas principais redes televisivas.
Afinal de contas, se existem tantas provas concretas contra Renan, por que até hoje não foi iniciado o processo de impeachement?
Enquanto as denúncias se multiplicam, a população vai perdendo a crença nas instituições e Renan continua presidente de um Senado a cada dia mais desmoralizado e acéfalo.
Faltam critérios claros, denúncias consubstanciadas e justiça. Sobram desvarios e irresponsabilidade.
E no meio disso tudo fica uma pergunta: quem representa, com dignidade, o povo brasileiro?
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O guardião do espaço...
No meu local de trabalho num dos raros momentos de calmaria. O clik é do companheiro Claudionor Santana
Quem sou eu
- Conspiração Democrática
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).